Nunca imaginei que uma fotografia de domínio público pudesse causar tanto alvoroço. Minha página no Orkut bombou por conta de um beija-flor tatuado no corpo de uma desconhecida, que por sinal deve estar satisfeitíssima com a arte-final…
Pois bem, tamanho alvoroço caracterizado pelos comentários na foto, serviu pra eu saber quem se preocupa comigo de verdade e quem está mais interessado em cuidar da vida alheia, julgando e condenando os outros conforme suas próprias convicções.
O que mais me chateia é o fato de, a maioria dessas pessoas, viverem submersas num mar de hipocrisias, sem coragem para assumir o que são de verdade e as coisas que gostam, sem deixar escapar qualquer oportunidade que apareça para te apontar o dedo e lançar numa fogueira…
Na boa… cansei dessa gente.
Sempre na época do Carnaval me batia uma aflição, uma angústia, uma necessidade enorme de estar em outro lugar. Trabalhar durante o feriado estava fora de cogitação. E por questões, digamos érr… econômicas, eu permanecia no mesmo lugar. Era de cortar a alma ver toda aquela gente badalando perto de mim ou se preparando para a viagem. Mas algo diferente aconteceu esse ano. Dinheiro na conta, hospedagem grátis num lugar legal e, pasmem, nenhuma vontade de sair de casa! Eu só quis curtir uma boa praia e ver o Monobloco passar. E apesar de a Rua das Laranjeiras ter virado um mar de gente, atrapalhando o acesso ao meu trabalho, esse foi o melhor Carnaval da minha vida!
E que comece 2009!
“O chão é cama para o amor urgente, amor que não espera ir para a cama. Sobre o tapete ou duro piso, a gente compõe de corpo e corpo a úmida trama. E para repousar do amor, vamos à cama.” Autor desconhecido
Ele se foi mais cedo do que esperava. Sua partida me deixou bem desconcertada. E sua presença ainda pode ser sentida. Ele não precisava ter aquelas manias, não precisava gostar das mesmas coisas que eu, não precisava sorrir tão lindo, não precisava ser o louco que é. Não precisava ser tão bem humorado, não precisava ficar tão emburrado com meus atrasos. Não precisava me olhar daquele jeito desconcertante, que fazia eu me achar a mais perfeita de todas as mulheres. Não precisava ser amigo dos meus amigos, não precisava ter feito questão de vir aqui. Agora, meu quarto deixou de ser meu refúgio e cada canto da casa me traz de volta o cheiro dele. Céus, ele não precisava ser tão cheiroso. Mas sim, eu precisei [e mereci] tê-lo, mesmo que por tão pouco tempo.
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